Fazendeiros denunciam padre

Em fevereiro de 1983, fazendeiros da região da estrada Pará-Maranhão se reuniram em Castanhal, no Pará, com representantes do governo e de órgãos de informação e segurança para discutir o aumento das invasões de terra nessa região.

Eles acusaram o padre Catel, baseado em Santa Luzia, no quilômetro 47, de incitar as invasões, iniciadas em 1980, quando foi morto o pai do fazendeiro Nilson Alves de Oliveira, num local próximo à Vila Concórdia, em São Domingos do Capim. Em outubro de 1982, foi morto o fazendeiro Cláudio Costa, da fazenda Cambará, e seus herdeiros não conseguiram reocupar a propriedade.

Fonte: A Província do Pará (Belém/PA), 22-02-1983

Posseiros matam filho de fazendeiro

Posseiros emboscaram e mataram o filho do proprietário das fazendas Seleta e Rio Pardo, com dois mil hectares, em Xinguara, no Pará, em agosto de 1984. Adenir Zanela, de 23 anos, e Antônio Varelo, um amigo da família, foram atingidos por disparos de cartucheira, morrendo no local. Luiz Zanela, dono das fazendas, mesmo ferido no braço, conseguiu escapar.

O fazendeiro disse que tentou inutilmente um acordo com os posseiros. Os lavradores acusaram o filho do fazendeiro de ter incendiado a roça de um colono e ter morto alguns animais. Os disparos na emboscada teriam sido feitos pelo posseiro Machado Monteiro, que foi preso.

Outro fazendeiro, Hélio Mário Olsen, com cinco mil hectares em Xinguara, acusou a CPT (Comissão Pastoral da Terra) e o deputado Paulo Fonteles como responsáveis pelas invasões. Olsen disse ter sofrido três emboscadas. Numa delas, um amigo fazendeiro foi morto. Desde então, não voltou a Xinguara. Os dois fazendeiros eram do Paraná.

Fonte: A Província do Pará (Belém/PA), 11-08-1984

Morte de Quintino

Armando Oliveira Silva, o pistoleiro Quintino, foi morto, em janeiro de 1985, com dois tiros, que o atingiram pelas costas. Uma bala entrou pelo lado direito do pescoço e a outra pela região dorsal esquerda. Uma patrulha da Polícia Militar foi quem o matou, no dia 5, na localidade de Vila Nova, município de Ourém, no Pará. O corpo foi enterrado em Capanema, mas, uma semana depois, teve que ser exumado para que o Instituto Médico Legal fizesse a necropsia e definisse a causa da morte.

Fonte: O Liberal (Belém/PA), 13-01-1985

O assassinato de Fonteles

O ex-deputado estadual do PMDB do Pará, Paulo César Fonteles de Lima, foi assassinado aos 42 anos de idade, no dia 11 de junho de 1987. Ele foi atingido por três tiros de revólver, disparados por um homem alto, forte, barbudo, bigode cheio.

O assassino descera de um Fusca, que estacionou atrás do carro onde se encontrava o ex-parlamentar, aguardando o abastecimento de combustível do veículo, no posto Marechal IV, no quilômetro 10 da rodovia BR-316, na área metropolitana de Belém.

Fonteles teve morte imediata e não pôde esboçar qualquer reação porque os tiros, vindos de trás e atingindo-o na cabeça, foram mortais. O autor do disparo e o outro homem, que o aguardava no carro, conseguiram fugir.

Fonte: A Província do Pará (Belém/PA), 17-06-1987

Assassinatos políticos

Tarley Andrade, filho de Jairo Andrade, um dos principais líderes nacionais da UDR (União Democrática Ruralista), foi assassinado com oito tiros em dezembro de 1986, em Santana do Araguaia, no sul do Pará, em uma emboscada da qual teriam participado 16 pessoas, oito das quais foram presas. Tarley tinha 25 anos.

Seu pai viria a ser apontado como um dos principais suspeitos do assassinato do ex-deputado estadual Paulo Fonteles de Lima, ocorrido em junho de 1987. A acusação foi feita pela viúva, Raquel Fonteles de Lima, e pelo deputado federal Haroldo Lima, líder do PC do B na Câmara. Segundo os dois, o fazendeiro acusou Paulo de ser o autor intelectual da morte do filho. Tarley negou a acusação e garantiu jamais ter visto Fonteles, cuja atividade não o prejudicava.

Fonte: Jornal do Brasil (RJ), 28-06-1987

Matança no garimpo

Domingos dos Santos Filho, sua mulher, Goretti, e mais seis pessoas da família foram assassinadas em agosto de 1987 e enterradas em cova rasa na pista do Abacate, perto do Garimpo dos Perdidos, em Itaituba, no Pará. Os executores da chacina foram quatro ex-policiais civis, que atuavam como “encostados” na delegacia de Itaituba.

O organizador do assassinato teria sido o piloto Eduardo Rodrigues Ligeiro, paranaense, a mando de Reginaldo da Vinci Correa, o 0 Sombra”, sócio de Domingos no garimpo. Os dois vinham tendo desentendimentos. Os ex-policiais fugiram depois de praticar o crime.

Fonte: O Liberal (Belém), 23-09-1987

Assassino de deputado

Falando da tribuna da Câmara Municipal de Belém, em maio de 1989, o vereador Adamor Filho afirmou que o pistoleiro conhecido como Mazão fora o assassino do deputado estadual João Batista. Mazão teria sido conduzido ao local do crime pelo motorista Chico Rabim. Adamor estava praticamente endossando a versão apresentada pelo pistoleiro Péricles, apontado pela polícia como o autor da morte de Batista.

Fonte: A Província do Pará (Belém), 05-05-1982